sexta-feira, 27 de março de 2009

Zona de gatilho


A vontade de escrever ferve em mim. As palavras vêm todas juntas, um refluxo, um vômito de pensamentos. Petulante, eu sequer filtro o que meu corpo tem a dizer. Vá, diga logo, diga rápido, não tenho tempo a perder. Segurar as palavras faz meu eu reagir de maneira pior do que estes espasmos de expulsão. Melhor um corpo livre do que um corpo que se contorce, queima, se desfaz.
Zona de gatilho? Não, o tiro saiu pela culatra há muito tempo. Agora vou vomitar tudinho, pode sentar e escutar.
Cada pensamento vai ser considerado, cada sentimento vai ser sentido. Vou colocar em fila única e analisar cada um como o filósofo que analisa sua tese. Pode choramingar porque nada vai passar despercebido, nada vai ficar mais aqui dentro.
Chega uma hora em que você precisa tirar o que há dentro de vc, entender, jogar fora ou reciclar. É preciso lavar sua alma de vez em quando.
Minha alma, se eu a tenho, precisa urgentemente de um sabão, de uma máquina de lavar almas, qualquer coisa. A podridão assalta minha essência e permitir isso já esgotou as minhas forças - ou melhor, a minha falta de forças.
Não ter força para lutar contra a dor que mata tudo dentro de mim é uma coisa, vomitar é outra. Quem sabe segurar um espasmo? Ora, não é possível, é involuntário.
Portanto, pode sair tudo de dentro de mim, saia com vontade, passeie, não tenha pressa para voltar. Mas volte. Volte limpo, diferente, bonito. Tire umas férias. Um feriado, na verdade. Ficar vazia por muito tempo não me cai bem. Apatia não me cai bem. Se não sei ao menos dar partida no carro, como posso deixar no piloto automático?

Euforia


ALÔ, EUFORIA?
AHHH, delícia! A fase maníaca chegou. É essa a hora em que a bipolaridade fica mais divertida... e o mundo COR DE ROSA.
Apesar das merdas, e das patadas, e da falta de vontade de viver.... AH, FODA-SE. Euforia euforia eufóórica.

(?!)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Não, não e não.


"Eu não quero promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos. Não, não e não. Eu não quero dor. Eu não quero olhar no espelho e ver você escorrer, manchando minha cara bonita."

Fernanda Mello.

sábado, 21 de março de 2009

Fulana


Se tem algo que eu não perdôo na Depressão é quando ela me visita quando eu estou me divertindo.
Hoje eu estava jantando com meus amigos quando, de repente, ela veio se juntar à mesa. Como se não bastasse vir, ainda chega atrasada e senta sem pedir licença!!
Na hora que ela chegou, a conversa foi ficando mais baixa, desconexa, e eu já não estava acompanhando o que ninguém estava falando. Eles riam, e eu logo movia alguns músculos para abrir um sorriso, um pouco atrasado e amarelo.., para tentar convencê-los de que eu estava seguindo o rumo do diálogo.
Comecei a notar a madeira da mesa. Era interessante. Engraçado eu achar que analisar o tampo de uma mesa era mais interessante do que rir com meus amigos. A madeira tinha uns contornos deformados, sem sentido...! "Sem sentido" estava aquela conversa!! O que eles estão falando?! Então eu comecei a analisar cada detalhe da bebida vermelha no meu copo, mexer no gelo com o canudo, mexer nos morangos que boiavam.. Mas o que eles estão falando?! A essa altura eu já nem sorria mais quando eles sorriam, eu já nem escutava palavras soltas; eu simplesmente estava mergulhada no vermelho sangue do meu copo, alheia a qualquer movimento ou som que eles falavam ou lançavam pra mim.
Então eles começaram a se sentir mal, achar que tinham feito algo de errado que tinha me magoado.. afinal, antes da...fulana chegar, eu estava eufórica! Nessa hora eu notei a preocupação deles e resolvi tentar voltar a me divertir com eles. Me concentrei o máximo que pude no que eles falavam, tentava me prender no contexto, fazer algum comentário rápido, monossilábico e polissêmico. Bebia goles enormes da bebida alcóolica. Na verdade, eu estava tentando ingerir a falsa alegria que vem de acessório ao álcool: aquela sociabilidade passageira, mas que era tudo que eu precisava no momento! No entanto, essa alegria não vinha! Nem bêbada eu ficava.. Enquanto isso, pelo contrário, o conteúdo vermelho me sugava pra dentro, tentava prender minha atenção a todo custo, como se fosse um mar em ressaca, me puxando.
Eu, então, cedia por alguns minutos, e voltava a analisar a bebida, até me recuperar para uma nova tentativa.
E foi assim a noite inteira: eu consumindo a bebida cor de sangue, o tédio me consumindo, e meus amigos perdidos nisso tudo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Nadando


Quer saber? Foda-se. O oceano parece raso perto do buraco que essa confusão tá abrindo no meu peito.
Depois de um tempo passa. Vai passar. É só nadar, não deve ser tão difícil se você disciplinar suas emoções. Além disso, qualquer coisa tenho dignidade e amor próprio pra me agarrar e não me deixarem afundar.
É só nadar. Não pare.

Quando vc menos espera, as coisas acontecem


Quando vc menos espera, as coisas acontecem.
Por isso eu preciso ocupar a minha mente: para que as coisas aconteçam. Ficar pensando em alguns assuntos em especial nunca traz a solução certa. Nunca traz nenhuma solução, muito menos a certa!
Mas é difícil se concentrar em outra coisa. Parece um furacão de idéias! que te puxam para o centro com força assustadora.
É impossível pensar em outras coisas quando se está no olho do furacão!
A única coisa que vc consegue pensar é que não quer nadar no oceano. Você não quer de jeito nenhum! ter de atravessar aquele oceano..

sexta-feira, 13 de março de 2009

Quem dá mais?


Pq as pessoas gostam TANTO de me decepcionar? Caraleo, eu tenho cara de otária?!
GIVE ME A BREAK, PORRAAAAAAAAAAAAAA!!!!